sábado, 24 de novembro de 2007

Comprador…vendedor…de serviços (Parte 2)

O texto que ontem escrevi tentou relatar o nosso dia a dia em muitas autarquias. Hoje vou voltar ao assunto. E para dizer que, antes de mais, este texto nasceu de um problema que nos foi referenciado. É que nós não entendemos que uma autarquia, para tomar uma decisão num processo que até deve ser simples, CONSTRUIR ou AMPLIAR uma habitação, demore 2 anos. Eu disse…DOIS ANOS. Por mais que me digam que o processo não está nas devidas condições, não consigo entender a demora. Que falta um documento ? Que ainda falta outro documento ?, s,inceramente não entendo que se demore 2 ANOS para decidir.
Eu ontem dizia que a autarquia VENDE um serviço. Hoje vou mais longe. Vou dizer que esse serviço (AUTORIZAÇÃO DE CONSTRUÇÃO ou congénere) tem atrás de si outras derivantes. Repare só. Para construir, ampliar, reparar, etc, etc., uma habitação, pressupõe desenvolvimento em diversos sectores:

O sector de serviços que faz os projectos;
O sector de construção que executa a obra;
O sector de produção que fabrica os materiais;
O sector financeiro que financia a obra;
Etc., Etc., Etc.

Ou seja, um simples acto de AUTORIZAÇÃO é motivo para muita gente precisar dessa autorização URGENTE. Porque contribui para o desenvolvimento do pais. Por isso é URGENTE saber o porquê de tanto tempo para DECIDIR. É URGENTE acabar com esta situação. É URGENTE saber onde está o mal. É URGENTE rectificar a situação. É URGENTE saber a razão porque os políticos, mesmo sabendo que é um sector onde têm existido muitos PROBLEMAS (para não aplicar o termo exacto), não mexem uma palha. Uns tempos atrás, alguém (politico) me dizia que não havia ILEGALIDADES….mas sim…IMORALIDADES. Vamos então acabar com essas IMORALIDADES e ORDEDNAR aos responsáveis pela DECISÃO TÉCNICA E LEGAL dos projectos nas autarquia, que passam a ter COTAS mensais de PRODUTIVIDADE, ou seja, dar PARECER a N projectos. E se isso não acontecer….existem no mercado de trabalho milhares de licenciados desempregados…
Para bom entendedor……meia palavra basta.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Comprador....vendedor......de serviços

Imagine que quer comprar um carro. Vai ao stand, é atendido numa mesa redonda, dão-lhe todos os esclarecimentos e…você decide. Se não lhe interessa o preço ou se for mal atendido..vai a outro concessionário.
Imagine agora que vai a um restaurante, snack bar ou café. Se o serviço estiver demorado ou não o tratarem bem…você levanta-se e vai embora e…nunca mais vai lá.
Porquê ?. Porque você tem o dinheiro. Tem possibilidades de escolha. Compete a quem vende…ser eficiente porque precisa vender para sobreviver.
Imagine agora que precisa de autorização para fazer uma reparação, construir uma habitação…ou apenas pedir uma certidão..numa autarquia. Ah…já está a ver o filme!
Pois é…É mesmo uma carga dos diabos. Começamos por ir “embocar” numa sala com balcão para c colocar à distância o “maralhal” Cadeiras para quem espera ? Nem velas. Depois…A informação. Faltam aqui documentos por isso não recebemos. Mais nada. E lá voltamos para trás, novamente à procura do engº, arquitecto ou desenhador. Depois voltamos ao mesmo. Depois duma 2ª ou 3ª visita lá ficam os papeis para apreciação. Esquecidos no tempo numa qualquer secretária dum funcionário responsável (irresponsável). Prazos que a Lei manda decidir em 30 dias…não é cumprido. Outros prazos também não. Alguém tem dúvidas ? Acontece que nestes casos…não podemos fazer nada. Não podemos procurar outro concessionário como fazíamos no caso do automóvel ou deixar de ir ao restaurante, snack bar ou café. Ficamos impotentes porque apenas temos um prestador desse serviço que são as AUTARQUIAS. E aqui coloca-se o mesmo principio do comprador-vendedor. A autarquia VENDE SERVIÇOS. Nós compramos. Aliás. Somo obrigados a comprar….à AUTARQUIA. E somos tratados por vezes “abaixo de cão” no que concerne a prazos de resposta e outros. E o mais grave é que as autarquias precisam de dinheiro..mas isso não lhes interessa pelos vistos. Por isso temos que exigir BOM ATENDIMENTO e RÁPIDA ENTREGA DO SERVIÇO ENCOMENDADO e não pensarem que são os senhores absolutos que fazem o que querem. Este texto tem a finalidade de lembrar que SOMOS compradores e exigimos dos VENDEDORES um serviço rápido e eficiente. Pedimos o mínimo.

domingo, 18 de novembro de 2007

AMLagoa - Vamos a ela....à PROVA

Por estar ausente de Lagoa na passada segunda-feira, não assisti a uma Assembleia Municipal que segundo já sei…foi muita gira.
Gira, como aliás têm sido muitas delas. Mas desta vez…meu Deus. Até deu para abandono do único membro da Assembleia Municipal. Pois claro..se é o único membro, a sua saída não teve importância. Claro. Os outros não são membros..são, Srs deputados. Vamos à história. Segundo fiquei a saber, (vou utilizar o nome porque a AM é pública) o membro da AM Sr. Joaquim Piscarreta travou-se de razões com o presidente da AM por causa de uma pretensa inclusão ou não de um ponto da Ordem de Trabalhos. E pelos vistos, alguém lhe vendeu uma história. História que ele pelos vistos tentou defender. Só que, pelo que aconteceu, a história era mesmo uma história, ou seja, não correspondia à verdade. Sim. Temos que assumir que algumas vezes "história" é deturpada. E como a melhor forma de resolver o problema, o Sr. Presidente da AM mandou buscar o”objecto” onde se esclarecia toda a história. Só que nessa altura…já o membro (Sr. Joaquim Piscarreta) tinha saído da sala. Se tudo aconteceu assim, eu, que tanto tenho criticado o Presidente da AM de Lagoa, é o momento de lhe dizer….Parabéns. Parabéns porque é assim que os assuntos se resolvem. Perante um facto (eu falei em história) a melhor forma é mostrar a prova. E quanto a isto “batatas”. Só que, com esta situação, abriu-se mais um precedente. Precedente bom. É que espero que no futuro, em caso de dúvidas, mande-se buscar a “PROVA”. Se não for assim, nessa altura não darei parabéns mas…assobiarei. E quanto ao Sr. membro Joaquim Piscarreta...que diabo...tem de ter cuidado com as fontes.
Ah…este texto não tem nada, mesmo nada, a ver com o “apontamento” feito pelo "olheiro".