Já por diversas vezes oiço com desagrado, o primeiro ministro português dizer, por outras palavras, “que se está nas tintas para as vaias que leva quando se desloca a qualquer parte do pais”. E diz mais o 1º ministro de Portugal. Que é a festa da democracia. Pois bem. Não estou mesmo nada de acordo. Em primeiro lugar, um primeiro ministro não pode, não deve, ter este tipo de comentários sobre aqueles que duma forma ou de outra, manifesta o seu desagrado pela sua governação. Em 2º lugar, não concordo que uma manifestação seja “uma festa da democracia”. Em terceiro lugar, como aliás, já lhe foi dito, todos aqueles que se manifestam contra as suas politicas, não são apenas comunistas. Em quarto ligar, lembraria ao Sr. 1º Ministro que antes de dizer todas estas “parvoíces” sobre os manifestantes, se lembrasse que, muitos dos seus apoiantes socialistas, que vão de Mário Soares a Ferro Rodrigues, passando por outros quadros de relevo, acabam por dizer o mesmo, ou seja, que José Sócrates, deveria mudar o rumo da sua governação. Penso que o 1º ministro de Portugal, devia, para além de ter em atenção o que dizem os seus correlegionários, ter muita atenção à degradação da sociedade. Que devia estar atento e perceber a razão, porque os gangs se matam uns aos outros. Devia estar atento sobre a razão que cada vez se rouba mais. Devia estar atento às indemnizações que alguns gestores recebem e no dia seguinte estão a trabalhar noutras instituições estatais. Devia estar atento às mortes que se verificam em razão da política do seu ministro da saúde. Devia estar atento a situações que levam um cidadão deslocar-se a um hospital com problemas de tensão (cardíacos) e ter que esperar 4 horas na urgência para ser atendido e….porque a vida pode estar em perigo, o mesmo cidadão deixar essa “dita urgência” e ter que ir a um hospital particular e pagar 500 euros para ser consultado e fazer um electrocardiograma ter que puxar da carteira e pagar uma importância do valor acima. Que devia estar mais atento aos locais onde fecham centros de atendimento…hospitais…maternidades para em seguida…aparecerem clínicas privadas. Não basta o ministro da saúde vir dizer que “se abrirem estas unidades particulares” deverão manter as mesmas condições dos públicos.
O primeiro ministro devia….
O primeiro ministro devia….
