quinta-feira, 13 de março de 2008

Avaliações

Esta questão para mim não é nova. Para mim tem…25 anos. Não é nova porque…nessa época, os CIMENTOS onde fiz a minha vida profissional, iniciou as avaliações. E gostaria de dizer que na época, estando inserido em comissões sindicais e de trabalhadores lutei com todas as forças contra a forma como a empresa (na época nacionalizada), dizia nos seus documentos sobre os objectivos dessa mesma avaliação. Segundo os gestores..a AVALIAÇÃO tinha como objectivo…colocar as pessoas nos lugares compatíveis com os seus desejos.. Absurdo este argumento, como mais tarde se veio a verificar. O objectivo foi o de “ter instrumentos para mandar trabalhadores para casa”. Nessa época, iniciava-se a reconversão tecnológica e havia “gente a mais” (trabalhadores) que era preciso desfazer-se . Abria-se nessa época o caminho das REFORMAS ANTECIPADAS e outros tipos de desvinculação. Este foi, no inicio das avaliações..o objectivo principal. É evidente que mais tarde, quando estavam definidos os quadros “indispensáveis” ao funcionamento dos serviços…o objectivo passou a ser outro. O de premiar aqueles que mais se aproximavam dos “direitos e deveres” que eu sempre defendi. Se tenho DIREITOS..no outro lado da balança tenho os DEVERES. E ai..as avaliações “definiam” quem no ano a seguir às avaliações, ganhava mais (20% dos trabalhadores recebiam mais 5%- (50 % dos trabalhadores recebiam 3% e…30 % não recebiam nada). Além disso, a avaliação servia também como “bitola” na DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS ao fim do ano.
Eu sou pelas avaliações se…forem bem definidos os itens de avaliação do trabalhador. No nosso caso eram…9 e todos a ver com as funções, personalidade e principalmente a assiduidade.
E quem avaliava? A chefia directa~.
Quem conciliava os sectores: director de Serviço para evitar distorções na avaliação
Mas tudo bem discutido e regulamentado.
Por isso não há que ter medo da avaliação.