terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Presidenciais I - Debates

Nós não podemos fazer nada. Mas pudemos fazer tudo.

Não pudemos fazer nada quando ouvimos o candidato Cavaco Silva dizer, mesmo agora, quase no final do debate com o candidato do PCP, Francisco Lopes, que ir na “conversa” deste candidato era ter um pais com mais desemprego; Com menos saídas para os jovens . Com os mercados a elevar as taxas de juro.

Tudo, dito de uma forma como se ele, Cavaco Silva, enquanto antigo primeiro ministro ou enquanto Presidente da Republica não fosse um dos “coveiros” deste pais.

Mas pudemos fazer tudo…

Podemos fazer tudo quando, no próximo dia 23 de Janeiro nos apresentarmos nas mesas de voto para votar.

Pudemos fazer tudo votando em candidato que dê garantias de mudança, E ele Cavaco Silva, não é a mudança.

Será a…continuidade.

O voto é, de facto, um dos poucos momentos em que o Zé Povinho, o Zé pé descalço, o Zé que não tem emprego, o Zé que tem de aceitar as ofertas de milhares de pessoas que vivem em aflição, mas que são solidárias, entregando bens de alimentação para os mais desfavorecidos.

Dizem que temos 20 % de Portugueses a viver no limiar da pobreza. 20 % corresponde a 2 milhões de portugueses. Quem nem todos têm direito a voto mas…quem sabe, seriam o suficiente para mudar o rumo do AGORA GOVERNAS TU….AGORA GOVERNO EU.

Eu sei que isto não vai ter qualquer repercussão. Mas para mim tem o valor de deitar cá para fora, o repúdio por aquilo que acabo de ouvir de…Cavaco Silva.